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terça-feira, 5 de junho de 2012

Os Maias e a última passagem do século de Vênus pelo Sol







Cientistas e curiosos se preparam para observar a passagem do planeta Vênus pelo Sol entre esta terça e quarta-feira. Durante o fenômeno, que só vai se repetir em 2117, os observadores poderão ver um pequeno ponto deslizando lentamente em frente do Sol.

O trânsito de Vênus, como é conhecido o fenômeno, acontece a intervalos alternados, um de 8 anos, outro superior a 100 anos. As últimas passagens do planeta entre o Sol e a Terra ocorreram em: 1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e 2004.

Meio indireto de encontrar planetas —
Os cientistas dos séculos VI e VII observaram os trânsitos de Mercúrio e Vênus para medir a distância da Terra ao Sol e para calcular o tamanho do Sistema Solar. Com essas distâncias já calculadas, os cientistas de hoje acreditam que a observação desse fenômeno pode ter outra utilidade: uma oportunidade única para aprimorar o estudo de planetas fora do Sistema Solar.

Rick Fienberg, da Sociedade Astronômica Americana (AAS, na sigla em inglês), explica que os primeiros e últimos 20 minutos da passagem de Vênus serão os melhores momentos para observação porque, nesse momento, a luz solar vai formar uma espécie de camada em todo o planeta, atmosfera de Vênus. O fenômeno terá duração total de seis horas e meia. "Os astrônomos tentarão então medir a composição da atmosfera de Vênus", acrescentou Feinberg.

O Observatório Solar dos EUA (NSO) vai usar seus telescópios no Arizona, Novo México, Califórnia, Havaí, Austrália e Índia para gravar esse momento com centenas de imagens que exibirá em tempo real em seu site.

Os telescópios do NSO tentarão obter medições complementares da estrutura da atmosfera de Vênus buscando os rastros espectrais produzidos pelas emissões de gás carbônico, abundantes na atmosfera de Vênus.

Com um grande encontro em Mauna Kea (Havaí), considerado o melhor ponto do planeta para ver o fenômeno, a Nasa transmitirá o evento ao vivo em seu site e se conectará com analistas de seus centros e de 148 países de todo o mundo.

"Poderemos fazer medições da atmosfera de Vênus durante sua passagem diante do Sol e ver que tipo de sinais são obtidos tomando medidas similares de exoplanetas (como são chamados os planetas fora do Sistema Solar) que passam em frente à sua estrela e depois comparar os resultados", disse Gerard van Belle, astrônomo do Observatório Lowell, localizado no estado do Arizona, Estados Unidos.

Os especialistas acreditam que a galáxia está cheia de bilhões de planetas rochosos que poderiam permitir a existência de vida. A maioria ainda não foi descoberta e fica tão longe que seria impossível alcançá-los com a tecnologia moderna.
 
Quem vai conseguir ver o fenômeno — O início do trânsito será visível na América do Norte, América Central e Norte da América do Sul na última hora da tarde desta terça-feira, se o céu estiver limpo. O final do fenômeno não será visto nas outras regiões devido ao pôr-do-sol.
Toda a passagem de Vênus diante do Sol poderá ser vista na Ásia oriental e na região do Pacífico Ocidental. Na Europa, no Oriente Médio e no Sul da Ásia serão vistas as etapas finais do fenômeno durante o amanhecer.

Os astrônomos explicam que o fenômeno poderá ser visto a olho nu, mas lembram da necessidade do uso de um filtro apropriado para a observação, uma vez que a observação direta do Sol pode causar danos permanentes à visão.


FONTE: Revista VEJA.


Os Maias

Edmund Halley, descobridor do cometa que leva seu nome, percebeu que por meio dele é posível medir com grande precisão a distância Terra - Sol, parâmetro que define a escala do Sistema Solar.  Por problemas técnicos, Halley nunca atingiu a precisão que pode se conseguir com o método, e só em 1761 e 1769 houve sucesso.  

Em alguns sites sobre as profecias de 2012 faz-se referência a este evento (ver por exemplo a página de Eden Sky).  Sua importância deriva, dentre outros motivos,  do fato de que o início da Contagem Longa do Calendário Maia é chamado de Nascimento de Vênus (segundo Eden Sky). E segundo a 'profecia', nada melhor que terminar a sequência com um trânsito. Não sei qual tipo de nascimiento é este, mas seguramente não foi um trânsito: levando a sequência para  atrás a partir do ano 2012, vemos que houve trânsitos em 3221 AC e em  3100 AC. A Contagem Longa, segundo Eden Sky e outros profetas de 2012  começou em 11 de agosto de 3114 AC. 

Fora o  plano simbólico que lhe atribuem a este trânsito, minha impressão é que é mera coincidência acontecer justo no ano em que alguns autores afirmam que a Contagem Longa maia chegará a 13.0.0.0.0 (13 Ba'ktuns) e a numeração voltará a começar de zero.

Penso assim porque não encontrei em nenhum estudo sobre os conhecimentos astronômicos maias alguma referência a observações de trânsitos de Vênus.   É verdade que sua órbita fica dividida em dois trajetos de 263 días com  intervalos de 8 e 50 dias entre eles (ver figura abaixo).  Segundo alguns arqueólogos estes ciclos seriam a origem do Calendário Tzolkin maia.  Durante o período de 8 dias Vênus passa frente ao Sol, as vezes por cima, as vezes por baixo, por esse motivo a passagem nem sempre produz um trânsito.  É semelhante ao que acontece durante a Lua Nova: apesar que tem uma a cada 30 dias aproximadamente, só duas ou três vezes por ano acontece um eclipse de Sol que é  quando a Lua fica exactamente sobre o disco solar. Em outras palabras, o fato que os maias conheceram o ciclo anual de Vênus, não significa que conhecessem também que o planeta, as vezes, passa pela frente do Sol.
 
Diagrama que mostra a órbita de Vênus (bolinha cinza) vista desde a Terra (bolinha azul), o Sol é o círculo amarelo no centro. Entre os dois períodos de 263 dias em que o planeta é visível, tem un período de 50 e outro 8 dias de invisibilidade. No último, Vênus passa na frente do Sol.
 
 
Por mais que os profetas se empenhem, muitos eventos que acontecerão em 2012 serão pura coincidência e dificilmente tenham qualquer relação com os maias e sua cultura.   
 

sábado, 14 de janeiro de 2012

2012, a incógnita




O que não faltam são reportagens, matérias em jornais e revistas e até papos de boteco sobre o aclamado ano de 2012. E quando vimos, 2012 chegou e 21 de Dezembro está logo a porta. É momento para desespero? O mundo vai acabar? Sinceramente, vim aqui para dar minha opinião pessoal e deixar o link de um vídeo sobre o assunto para que vocês próprios possam então tomar suas próprias conclusões.

O solstício de 2012 é uma data chave sim. Os Maias foram apenas uma das civilizações antigas a chamarem atenção para ela, mas outros povos em tempos distintos fizeram a mesma coisa, acredito que isso não seja coincidência. Mas se o mundo vai acabar em 21/12/2012, não, isso eu não acredito. Primeiro porque eu sou cristã e pra mim o mundo só vai acabar quando ninguém imaginar. Sem datas marcadas, será de surpresa. Segundo que "acabar o mundo" é um fenômeno muito mais complexo se formos explicá-lo à luz da Bíblia (arrebatamento, anti cristo, falso profeta...). Mas meu interesse aqui não é esse, sigamos em frente.

Os Maias e demais povos em momento nenhum previram um Apocalipse, um fim do que chamamos de mundo. Todas essas civilizações tentaram nos avisar que em 2012 iria se iniciar um novo ciclo de vida, uma nova era. E para que o novo venha, tem que se terminar o antigo. Sim, esta era e este ciclo de vida vai terminar, e esse é o ponto principal. Para que essa era se finde, algumas coisas ruins estão para acontecer, na verdade já vem acontecendo, só vai piorar. Cataclismas, planetas nunca antes imaginados podem vir orbitar por essas bandas, um meteoro, aquecimento global, terceira guerra mundial. Escolha. Não acredito que exatamente no dia 21/12/2012 algo mágico vá acontecer, mas que este dia será o início do fim desta era. Este dia será o gatilho para uma grande reviravolta na Terra.

Os povos da antiguidade não tinham conhecimentos suficientes para saberem de tanto. Existem estruturas de arquitetura altamente complexa e de alta tecnologia que foram construídas numa época que segundo nossos cientistas, os homens estavam prestes a descobrir o fogo. Isso não faz o mínimo sentido. Nossa linha do tempo moderna afirma que enquanto estávamos aprendendo a andar eretos, estávamos também construindo mapas astrológicos extremamente precisos. A civilização mais antiga que se tem registro já sabia de coisas sobre o Universo que nós só fomos descobrir a poucas décadas atrás. A explicação que dou para isso é que todo esse conhecimento incluindo-se aí as tais profecias e anunciamentos foram contribuições de seres não terrestres. ETs? Anjos? Demônios? Fiquem a vontade para nomeá-los. Mas a história da humanidade a todo tempo vem sofrendo intervenções, acredito que isso seja um fato. Então voltando a 2012, acredito que os Maias foram mais um instrumento para que nos alertassem do que estava por vir.

Teorias que acho mais plausíveis: [1] um grande cataclisma proveniente da aparição de um planeta estranho orbitando entre a Terra e Vênus. Vejam a postagem sobre o Planeta X ou Nibiru. [2] inversão de pólos da Terra e consequente derretimento das calotas polares, proveniente de atividades solares atípicas. [3] uma terceira e devastadora grande guerra mundial. - É válido salientar que eu não acredito que seja este o Apocalipse, lembrando que falo isso mediante a Bíblia. E é segundo ela que digo que este período corresponde a profecia dos últimos dias antes da vinda de Cristo. Para os interessados, vide o livro de Mateus capítulo 24 da Bíblia Sagrada. Lá fica claro de que o fim bíblico só se inicia de fato com o arrebatamento da igreja. E este fenômeno não pode ser calculado o dia que irá ocorrer. Então para mim, 21/12/2012 se iniciará os últimos fenômenos que faltam para que o fim chegue.

"[3] Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? [4] E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;(...) [6] E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. [7] Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.[8] Mas todas estas coisas são o princípio de dores. [9] Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. (...) [15] Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda." Mateus 24:3-15
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane
Mateus 24:4
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane
Mateus 24:4
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane
Mateus 24:4





Sugiro que vocês leiam minha postagem sobre o CALENDÁRIO MAIA para se aprofundar no assunto e aproveitar para tirar conclusões em relação ao calendário terminar ou apenas recomeçar em 21/12/2012. O vídeo abaixo também pode ajudar. Deixe comentários dando sua opinião a respeito. Não sintam-se intimidados, os melhores pontos de vistas são aqueles que se dispõem a serem mudados quando convencidos.










Aldrêycka Albuquerque

domingo, 24 de outubro de 2010

Os Olmecas

Olmecas - cabecas 2
Este post é dedicado a todos aqueles que após lerem este post ficaram interessados sobre os Olmecas, e tiveram que esperar dois meses e onze dias para conferi-lo, como eu tinha prometido. Demorou mais chegou, galera. Espero que gostem.
Ainda hoje sabe-se muito pouco sobre os Olmecas. Tão pouco que nem se tem certeza como esta civilização realmente se chamava, pois “olmeca” foi um nome asteca que posteriormente os arqueólogos colocaram, que significa “Habitantes do país da borracha” – pois na região onde esse povo habitou, existiam muitas seringueiras. Na verdade, o nome pelo qual essa civilização se reconhecia ficou perdido na história mesoamericana. Assim como informações importantes, como: se eles foram um Império; se tinham algum tipo de unidade entre as cidades ou se eram um povo constituído de diversas cidades-estado como os Maias; se eles foram realmente os primeiros povos “civilizados” da mesoamérica; se praticavam sacrifícios humanos; ou se tiveram ou não contato com povos da Europa, da Ásia ou da África. O pouco que se sabe dos Olmecas foi através de arqueólogos que ao estudarem os Astecas, encontraram artefatos e outros resquícios de uma civilização ainda mais antiga.

Acredita-se que os Olmecas viveram no México central por volta de 1500 a 400 anos antes de Cristo, e que eles foram a civilização-mãe de todas as civilizações mesoamericanas posteriores (astecas, maias, tolteca, etc). Em uma área pantanosa, localizada próximo à costa leste do México, mais precisamente nas regiões banhadas pelos rios Tonalá, Blasillo, Papaloapan e Chiquito foram encontradas uma série de esculturas e peças de cinzelagem que remontam a um caráter diferente do Maia, diferente do Tolteca, diferente do Asteca, do Zapoteca, do Mixteca e do Teotihuacano. Essas peças então foram classificadas como Olmeca. Os céticos acreditam que existe uma grande abstração na hora de se creditar o que realmente foi feito pelos Olmecas – meio que por eliminação, e isso gera uma grande possibilidade deste povo nunca terem existido de fato, concordam?

Existem 18 sítios arqueológicos com traços Olmecas em maior ou menor grau. Destes, três são muito superiores aos demais e então são considerados os centros desta civilização: La Venta, Tres Zapotes e San Lorenzo. Além desses três sítios arqueológicos, existem outros quinze localizados em sua proximidade que podem ter sido Olmecas ou, ao menos, influenciados por este povo. Por fim, sabemos que a única região da Mesoamérica onde não se encontram vestígios convincentes da cultura Olmeca é a região onde se desenvolveu a cultura Maia, deve haver, portanto, alguma explicação para isso. Sabemos, por fim, que após o século IV a.C. tornam-se cada vez mais raros os vestígios Olmecas até chegarem à total extinção dessa população.
olmecas - cabecas
Para muitos, La Venta poderia ter sido a capital de um possível Império Olmeca; não era a cidade mais antiga, mas, sem dúvida, era a mais bem conservada, além de ser a possível “criadora” de muita parte do estilo Olmeca. Pois bem, por volta do final da década de 70, com a crise do petróleo, este recurso se tornou muito caro e escasso no ocidente, o que fez com que o empenho das empresas prospectoras de petróleo estatais em encontrar novas fontes do material aumentasse. Foi o que aconteceu e, dessa forma, a PEMEX descobriu que embaixo do sítio de La Venta existia petróleo em abundância. O governo Mexicano não pensou duas vezes, autorizou a remoção de tudo o que estava no sítio e a instalação de uma central de extração de petróleo na pequena ilha fluvial. Resultado: foi criado, em Villahermosa, o Parque La Venta, onde estão os objetos retirados do sítio e as coisas que não puderam ser retiradas, como (simplesmente) a Pirâmide (talvez a mais antiga da América e, dessa forma, uma bela fonte de estudo para se chegar a um porque da construção desse tipo de edifício na América) foram destruídas.

Os olmecas poderão ter sido a primeira civilização do hemisfério ocidental a desenvolver um sistema de escrita. Símbolos descobertos em 2002 e 2006 foram datados de 650 a.C. e 900 a.C. respectivamente, precedendo a mais antiga escrita zapoteca datada de 500 a.C.. Conhecida como o bloco de Cascajal, a descoberta de 2006 feita num local próximo de San Lorenzo, mostra um conjunto de 62 símbolos, 28 dos quais são únicos, gravados num bloco de serpentina. Um grande número de arqueólogos proeminentes considerou que esta descoberta será "a mais antiga escrita pré-colombiana", porém há controvérsias. Outra invenção olmeca pode ter sido o calendário de contagem longa utilizado por muitas das civilizações mesoamericanas subsequentes, bem como o conceito de zero. Uma vez que os seis artefatos com as mais antigas datas segundo o calendário de contagem longa foram todos descobertos fora da região maia, então é provável que este calendário seja mais antigo que a civilização maia e possivelmente uma invenção olmeca. A contagem longa requeria o uso do zero no seu sistema numérico vigesimal. Um glifo com aspecto de uma concha --clip_image002 -- era usado como um símbolo do zero nas datas em contagem longa, a segunda mais antiga das quais, na estela C de Tres Zapotes, contém uma data correspondente a 32 a.C.. Este glifo é uma das mais antigas utilizações do conceito de zero na História.

Os Olmecas parecem ter sido os pioneiros a praticarem deformações cranianas, uma prática muito corriqueira entre os povos da América Pré-Colombiana. Essa prática consiste em um sem-número de modificações que os indivíduos de determinadas sociedades podiam provocar voluntariamente em seus filhos ainda bebês. É possível que houvesse entre os Olmecas uma espécie de hierarquização devida às deformações, tal qual houve entre os Maias (em Palenque, os governantes deveriam nascer com alguma deformação física para estarem aptos a governar, isto era visto como um presente divino; os que não nasciam assim, mutilavam-se em busca dessa proximidade com os deuses).
Olmecas - cabecas 4
O legado mais misterioso e marcante desta civilização são as grandes cabeças esculpidas em diversos materiais, entre eles basalto, com altura variando de 2 a 4 metros e pesando de 4 a 65 toneladas. Até hoje, são 17 as cabeças colossais desenterradas. Elas foram talhadas a partir de blocos individuais de basalto oriundos da Sierra de los Tuxtlas. As cabeças localizadas em Tres Zapotes, foram esculpidas em basalto do Cerro el Vigía, na extremidade oriental dos Tuxtlas. Por outro lado, as cabeças de San Lorenzo e de La Venta, foram provavelmente talhadas em basalto proveniente do Cerro Cintepec, no lado sudeste dos Tuxtlas, talvez nas oficinas do sítio vizinho de Llano del Jícaro, e arrastadas ou levadas por rio até ao seu destino final. Foi estimado que seriam necessários os esforços de 1500 pessoas durante três a quatro meses para deslocar uma cabeça colossal desta forma. Uma vez que nenhum texto pré-colombiano as explica, estes monumentos impressionantes têm sido objeto de muita especulação. Antes eram consideradas representações de jogadores, já atualmente se acredita que sejam retratos de governantes. Daí cria-se mais uma polêmica: a curiosa feição que tinham esses governantes.

Essas feições das grandes cabeças são chamadas de “Olmecóides” – faces redondas com narizes negróides, olhos mongólicos e lábios superiores protuberantes. Como se sabe, as feições comuns entre os aborígenes da América não era nem de longe parecida com essa feição “Olmecóide”, sendo assim, é possível que este tipo de rosto fosse o rosto de governantes com deformações cranianas. É lógico que tal aparência suscita logo a dúvida: teriam os Olmecas tido contato com negros Africanos? O estudioso Samael Aun Weor acredita que sim. Em uma de suas conferências sobre Antropologia Gnóstica, Weor afirmou que essas cabeças foram esculpidas há mais de 20 mil anos, quando a Atlântida não havia ainda submergido. Segundo ele, esse continente perdido unia na época a Europa, a África e as Américas, e era por ele que vinham, entre outros, peregrinos africanos visitar as pirâmides mexicanas. Dessa forma, muitos esotéricos e alguns estudiosos de cabeça mais aberta, acreditam que em honra à visita dos grandes reis africanos, os olmecas esculpiam essas enormes cabeças de pedra. O que se sabe ao certo é que essas Cabeças Olmecas possuem traços marcadamente negróides, muito diferente das feições daquele povo.
Feiçoes Olmecas e Amerindias

Outra curiosidade que ronda esses monumentos olmecas é o fato de que um grande número dessas cabeças foi mutilado. Não só mutilado, como enterradas e desenterradas, recolocadas em novos locais e/ou reenterradas. Sabe-se que pelo menos duas cabeças foram recicladas ou novamente talhadas, mas não se sabe se isto se deve apenas à escassez de pedra ou se tais atos tinham conotações rituais. Suspeita-se igualmente que o significado de algumas das mutilações vai além da mera destruição, mas alguns estudiosos não excluem conflitos internos. Alguns afirmam que os próprios olmecas destruíram muitas delas para simbolizar que esses reis-sacerdotes africanos não eram mais de confiança ou ainda que eles haviam morrido de forma violenta. Também existe a hipótese (essa menos provável) de que grupos inimigos dos olmecas destruíram algumas dessas cabeças em atos de violência e vandalismo.
Feiçoes Olmecas e Negroides

Bem, no final das contas, os Olmecas mesmo sendo uma civilização esquecida perante tantas outras mais famosas, que deixaram legados muito mais importantes, garantiram seu espaço no Estranho Curioso por terem tido colhões para construírem cabeças dantescamente horrorosas, levarem elas de um extremo a outro sabe-se Deus como e para que propósito, depois sumirem com seus rastros num passe de mágica. Só sobraram cabeças de basalto, que não eram nem parecidas com eles próprios, para contarem a história. Vai que os Olmecas pegaram a estrada dos seus governantes e foram parar na África?! Quem explica?
 
Aldrêycka Albuquerque






sábado, 7 de agosto de 2010

O Estranho e Curioso Calendário Maia


AINDA SOBRE OS MAIAS NESTE BLOG: O Astronauta de Palenque, um legado Maia; Os Maias.

maiascalendario 

Antes de ler sobre o calendário Maia você deverá saber um pouco mais sobre este povo e sua cultura no post anterior (Os Maias - O Estranho Curioso). Agora que você já sabe um pouco mais sobre essa curiosa civilização antiga, está preparado para ler um pouco sobre o polêmico calendário apocalíptico que eles criaram. Na verdade eles criaram não um, mas um conjunto de calendários que se complementavam e criavam vários círculos menores e um círculo maior de 52 anos solares. Esses círculos podem ser comparados aos nossos dias, que agrupados viram semanas, que agrupadas virão meses, que agrupados virão anos. Comparando-se ao conjunto de círculos maias, os dias seriam os círculos menores e os anos os círculos maiores. Porém a contagem de tempo era feito de forma diferente. Acompanhem o raciocínio Maia da época.


espiral A grande importância dada por este povo à medição do tempo decorre da concepção que tinham de que tempo e espaço, na verdade, tratam-se de uma coisa só e que fluem não linearmente (como na concepção européia ocidental), mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. O conceito chama-se Najt e é representado graficamente por uma espiral. Os maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele. Por esta razão, a adivinhação era a mais importante função da religião dos Maias. Tanto é, que a palavra maia usada para designar seus sacerdotes, tem origem na expressão guardião dos dias.

O calendário maia é um sistema de calendários e almanaques distintos, usados pela civilização Maia e por algumas comunidades maias modernas dos planaltos da Guatemala. Estes calendários podem ser sincronizados e interligados e suas combinações darão origem a ciclos adicionais mais extensos. Eram dois os calendários primordiais usados pelos Maias: O Haab, o calendário das coisas e das plantas; e o Tzolk’in, o calendário das pessoas e cerimônias.

calendario-maia-01Haab: Era o que possuía o ciclo equivalente a um ano solar e tinha ordinariamente 18 meses de 20 dias (mais cinco dias sem nome), seu uso era mais ligado às atividades agrícolas, como na prescrição das datas de plantio, colheita, tratos culturais e previsão dos fenômenos meteorológicos.
Tzolk’in: Possuía treze meses de vinte dias, com ciclo completo de 260 dias, era usado para as funções religiosas. Através dele se marcavam as cerimônias religiosas, se fazia a adivinhação das pessoas e se encontravam as datas propícias para seus atos civis. Assim que nascia uma criança, os maias as apresentavam aos sacerdotes que, em função do dia do nascimento, adivinhavam a futura personalidade da criança, seus traços marcantes, suas propensões, habilidades e dificuldades, analogamente ao horóscopo mesopotâmico.

Os mais também utilizavam a combinação deste dois calendários, chamado de Calendário Redondo. Isto porque nem o Tzolk'in, nem o Haab mediam os anos. O ciclo inteiro do calendário redondo (quando os dois calendários se completavam) era fechado a cada 18.980 dias ou 52 anos aproximadamente, acima da esperança de vida média da época. Quando ocorriam estas datas formavam-se grandes agitações entre os habitantes. Como o Calendário Redondo media apenas 52 anos foi necessário criar um outro calendário de maior duração, foi criado então o Calendário de Longa Contagem. Os dias maias se chamam k'in e o agrupamento destes levam outra nomenclatura como descrito na tabela abaixo.
Calendario - Maia - LC


O Calendário de Longa Contagem identifica uma data contando o número de dias da data de criação maia (4 Ahaw, 8 Kumk'u ou 11 de agosto de 3.114 a.C. do calendário gregoriano). O calendário maia não utiliza o sistema decimal, mas basea-se na contagem vigesimal  (de 20 em 20), exceto para os winals que são 18. Estudiosos defendem que a observação da repetição cíclica das estações do ano e seus eventos climáticos; dos ciclos vegetativos e reprodutivos das plantas e dos animais; e da repetição do curso dos astros na abóbada celeste, é que acabou inspirando os Maias à criação não linear de seus calendários.
Tabela CL 
A partir dessa contagem, pode-se perceber que o Calendário de Contagem Longa é um grande ciclo de 13 baktuns (aproximadamente 5.126 anos), que segundo alguns estudiosos termina em 21 de dezembro de 2012. Eis a polêmica. Isto porque o Popol Vuh, um dos poucos livros que restaram da civilização maia, afirma que estamos vivendo atualmente no quarto estágio da criação. Ainda segundo este livro, nas primeiras três criações os deuses falharam, mas a quarta tentativa foi bem sucedida, mas esta fase terminará no começo do 13º b'ak'tun. A criação anterior (a terceira) terminou em uma contagem longa de 12.19.19.17.19. Com a premissa cíclica maia, um outro 12.19.19.17.19 ocorrerá em 20 de dezembro de 2012, seguido pelo começo do décimo quarto b'ak'tun, 13.0.0.0 .0, que será em 21 de dezembro de 2012.

Maias - HISTORIA DO MUNDO Entretanto muita gente acha que essa interpretação apocalíptica do Calendário Maia é errônea e este evento trata-se apenas do complemento de um ciclo e início de mais um. Dessa forma, o dia 21 de dezembro de 2012 é apenas o último dia do 13º b'a'ktun, não é o final da contagem longa, pois ainda se seguirão os b'a'ktuns 14º a 20º. Independentemente da polêmica entre o fim de um ciclo e o fim da quarta criação (nós), o que é certo é que não se pode duvidar da capacidade astronômica deste povo que sem os instrumentos do século XVI da Europa conseguiram calcular um ano solar de 365,2420 dias (mais exatos e pioneiros que os europeus).

Analisando por uma outra ótica, as profecias dos maias podem ser interpretadas como uma nova era para a humanidade e não o seu extermínio, já que existem inscrições de previsões até para o ano de 4.772, por exemplo. Dessa forma, estariam os maias na verdade prevendo um alinhamento galáctico que se ocorre a cada 26 mil anos no qual o sol se alinha com o centro da via láctea? Ou estariam prevendo a mudança do eixo da terra em relação à esfera celeste em 21 de dezembro de 2012? Fica a dúvida.

Aldrêycka Albuquerque

Quer se aprofundar no assunto? Visite os links abaixo que foram as fontes de pesquisa para este texto e não deixem de visitar o Escriba Cafe para escutar um excelente PodCast sobre o assunto. AQUI você escuta o PodCast em questão, mas AQUI você visita a página para procurar Podcasts sobre outros assuntos do seu interesse.
   

FONTES:
http://www.doismiledoze.com/maias-o-calendario/
http://www.fimdomundo2012.com/profecias-2012/calendario-maia-2012.htm/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_maia/





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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os Maias

AINDA SOBRE OS MAIAS NESTE BLOG: O Estranho e Curioso Calendário Maia; O Astronauta de Palenque, um legado Maia.


Após uma série de matérias sobre os curiosos Sumérios, vi a necessidade de falarmos sobre a civilização Maia, tão interessante, dona de um calendário apocalíptico tão polêmico nos dias atuais.
  maias
Os indícios da origem da civilização Maia remontam de 700 a 500 anos antes de Cristo, contudo pesquisas recentes já acreditam que ela seja ainda mais antiga, estabelecida há cerca de 1500 a.C. onde hoje fica a região entre a Guatemala, o ocidente de Honduras, Belice, e os atuais estados de Yucatán, Quintana Roo, Campeche, parte de Chiapas e Tabasco, no México. Estipula-se que no auge dessa civilização, no século VIII, sua população pode ter chegado a marca de 13 milhões de habitantes. Um povo extremamente espiritualista, filosófico, que comumente praticava sacrifício humano como forma de abastecer a energia dos deuses, donos de uma escrita extremamente complicada e de um calendário cíclico deveras interessante.

Sociedade e Cultura
maias2A sociedade Maia era organizada em clãs familiares fechados. Cada clã era integrado por linhagens de hierarquia distinta, de acordo com a distância que os separava de seu antecessor fundador, muitas vezes imposto através da violência de certos grupos sobre outros. O sistema hierárquico Maia era rigidamente estabelecido, e se orientava pela presença de três classes sociais: no topo ficavam os governantes, os funcionários de alto escalão e os comerciantes; no meio os funcionários públicos e os trabalhadores especializados; e na base da pirâmide ficavam os camponeses e trabalhadores braçais. Apesar de não serem escravos, os camponeses eram considerados “gente inferior” e se rendiam aos senhores da nobreza. Assim como toda casta, eles contavam com suas próprias entidades familiares, relacionadas com a atividade que desenvolviam.
A vida dos Maias foi de base urbana, mas com um meio campestre e agrícola. Entre os edifícios políticos monumentais e cerimoniais os palácios e templos, localizavam-se os bairros dos artesãos, os comerciantes, os agricultores e as terras lavradas. Na verdade, o esplendor da sociedade maia é fundamentalmente explicado pelo controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Entre os vários alimentos que integravam a dieta alimentar dos maias, podemos destacar o milho (de grande consumo), o cacau, o algodão e o agave. Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas – bastante inteligentes, não? Obrigados a enfrentar um meio hostil, e a grande variação climática da região, que causava as secas freqüentes, os Maias desenvolveram outras estratégias bastante sofisticadas e grandes obras de engenharia para acumular água.
 
Espiritualidade
maiareligiaoOs maias acreditavam que uma energia biocósmica atravessava as pessoas, os animais, as plantas e os seres inanimados, imprimindo neles a sua razão de ser. Quanto maior fosse a carga de energia, maior era a categoria e a importância de cada ser vivo, coisa, ou entidade. Eles acreditavam que o desgaste descomunal dos deuses era compensado com o sangue humano dos sacrifícios, esta crença no poder “de combustível” do sangue humano mostra deuses vulneráveis. E o interessante é que o papel do homem se destacava como primordial para manter o Universo – os sacrifícios humanos eram necessários para assegurar a existência dos deuses, repondo seu consumo periódico de bioenergia. Já a noção Maia do “Outro Mundo” era centralizada no subsolo, e abraçava uma dimensão mais complexa, um universo paralelo ao dos seres vivos, que incluía o céu, a superfície terrestre, a profundidade do oceano e a espessura da floresta. O Outro Mundo, segundo acreditavam, resguardava os segredos do cosmos e do transcurso do tempo, os mistérios da vida e o destino dos seres humanos. Definitivamente era um povo extremamente filosófico e espiritualista.
 
Jogo de Bola
MaiasbolaOs primeiros craques da bola possivelmente foram os Maias. Eles se dispunham em um campo em formato de H, cujas dimensões não eram as mesmas em todas as cidades (a maior era de Chichén Itzá, que media 140x35 metros), os times costumavam integrar sete jogadores cada um e os jogadores podiam desafiar os deuses das trevas, enfrentá-los e vencer a morte. Dois muros inclinados de cada lado do campo fazem o limite. Os jogadores deviam acertar a bola em algum dos três discos de pedra distribuídos no campo, ou nos aros do mesmo material suspensos nas paredes, em forma perpendicular a um aro atual de basquete. Curiosamente, a bola era de borracha, extremamente pesada e dura. Media aproximadamente 20 cm de diâmetro. A análise da múmia de um príncipe Maia permitiu saber que ele havia morrido por causa de uma ruptura do esterno, fruto de um golpe brutal com a bola. Esta podia ser golpeada com os cotovelos, a cadeira e os joelhos. Geralmente, a partida terminava quando alguma das equipes marcava o primeiro gol. O capitão do time vitorioso alcançava a honra e a glória, e podia ser oferecido aos deuses (em sacrifício!).
 
Escrita
maiasescritaDas três grandes civilizações ameríndias, os Maias foram os que desenvolveram o sistema de comunicação por sinais mais sofisticado. Os Incas não tinham a escrita, praticando um sistema contável e de memorização denominados por nós de quipo. Os astecas desenhavam pictogramas menos abstratos. Por outro lado, os Maias aplicavam o princípio de uma escrita fonética, o que se tornou um dos grandes desafios para os pesquisadores desta civilização. A decifração do seu complexo sistema de escrita é um dos maiores empecilhos, uma vez que os signos empregados podem representar sons, idéias ou as duas coisas ao mesmo tempo. Além disso, indícios atestam que eles utilizavam diferentes formas de escrita para um único conceito. Os hieróglifos formavam um sistema complexo de escrita e linguagem gráfica integrado por mais de setecentos signos, especiais para representar qualquer classe de pensamento. Eles seguiam um desenho altamente elaborado, e deviam ser feitos com exatidão, a partir do desenho de um quadrado com as bordas arredondadas, com elementos cravados no interior, acompanhados por uma série de signos localizados no exterior. Eles atribuíam poderes mágicos aos seus desenhos e pictografias. A sua execução era um modo de compreender o cosmos e a essência dos seres vivos, inanimados e imaginários. Eles escreviam em diferentes materiais: em pedra para os relatos dinásticos; em papel para as profecias, astronomia e calendário; além de materiais como conchas marinhas, cerâmica, jade, madeira, metal e osso. Ao contrário de outras civilizações, não foram encontradas entre os maias escritas estritamente administrativas, nem registros contáveis. Os escrivãos tampouco se dedicaram a questões materiais, todas as frases que foram traduzidas se referem a assuntos dinásticos e sagrados.
 
O Calendário
maiascalendarioOs Maias tiveram uma ampla gama de conhecimentos desenvolvidos no interior de sua cultura. De acordo com algumas pesquisas, eles utilizavam um sistema de contagem numérica baseada em unidades vigesimais (de 20 em 20), e assim como os olmecas, utilizavam o número “zero” na execução de operações matemáticas. O calendário Maia é bastante próximo ao sistema anual empregado pelos calendários modernos, eles tinham tamanha exatidão (o mais perfeito entre os povos mesoamericanos) que eles eram capazes de organizar suas atividades cotidianas e registrar simultaneamente a passagem do tempo, historiando os acontecimentos políticos e religiosos que consideravam cruciais. Para eles, um dia qualquer pertence a uma quantidade maior de ciclos do que no calendário ocidental.

O ano astronômico de 365 dias, denominado Haab, era acrescentado ao ano sagrado de 260 dias chamado Tzolkin. Este último regia a vida da “gente inferior”, as cerimônias religiosas e a organização das tarefas agrícolas. O ano Haab, e o ano Tzolkin formavam ciclos, ao estilo de nossas décadas ou séculos, mas contados de vinte em vinte, ou integrados por cinqüenta e dois anos. Eles estabeleceram um “dia zero”, que segundo os cientistas corresponde a 12 de agosto de 3113 a.C. Não se sabe o que aconteceu, mas provavelmente esta se trata de uma data mítica. A partir deste dia os ciclos se repetiam. Entretanto, a repetição dominava a linearidade. Podiam acontecer coisas diferentes nas datas anteriores de cada período de vinte ou cinqüenta e dois anos, mas cada seqüência era exatamente igual à outra, passada ou futura. Assim diz o Livro de Chilam Balam: “Treze vezes vinte anos, e depois sempre voltará a começar”.  A repetição cria problemas para traduzir as datas maias ao nosso calendário, já que fica muito difícil identificar fatos parecidos de seqüências diferentes. A invasão tolteca do século X se confunde nas crônicas maias com a invasão espanhola que ocorreu 500 anos depois. Por isso, os livros sagrados dos maias eram simultaneamente textos de história e de predição do futuro. Na perspectiva maia, passado, presente e futuro estão em uma mesma dimensão. Por outro lado, os historiadores contemporâneos recorrem às profecias maias para conhecer episódios do passado desta sociedade, com a profecia se expressando como uma forma de memória.
Porém nos dias atuais uma atmosfera apocalíptica envolve o calendário maia e suas profecias. No próximo post você saberá mais sobre este calendário, as teorias conspiratórias de 2012 e até um ótimo podcast didático sobre o assunto. Fique esperto.

Aldrêycka Albuquerque


FONTE:
http://www.historiadomundo.com.br/maia/
http://www.discoverybrasil.com/guia_maia/omaiab/index.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_maia






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