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sábado, 7 de agosto de 2010

O Estranho e Curioso Calendário Maia


AINDA SOBRE OS MAIAS NESTE BLOG: O Astronauta de Palenque, um legado Maia; Os Maias.

maiascalendario 

Antes de ler sobre o calendário Maia você deverá saber um pouco mais sobre este povo e sua cultura no post anterior (Os Maias - O Estranho Curioso). Agora que você já sabe um pouco mais sobre essa curiosa civilização antiga, está preparado para ler um pouco sobre o polêmico calendário apocalíptico que eles criaram. Na verdade eles criaram não um, mas um conjunto de calendários que se complementavam e criavam vários círculos menores e um círculo maior de 52 anos solares. Esses círculos podem ser comparados aos nossos dias, que agrupados viram semanas, que agrupadas virão meses, que agrupados virão anos. Comparando-se ao conjunto de círculos maias, os dias seriam os círculos menores e os anos os círculos maiores. Porém a contagem de tempo era feito de forma diferente. Acompanhem o raciocínio Maia da época.


espiral A grande importância dada por este povo à medição do tempo decorre da concepção que tinham de que tempo e espaço, na verdade, tratam-se de uma coisa só e que fluem não linearmente (como na concepção européia ocidental), mas circularmente, isto é, em ciclos repetitivos. O conceito chama-se Najt e é representado graficamente por uma espiral. Os maias acreditavam que, conhecendo o passado e transportando as ocorrências para idêntico dia do ciclo futuro, os acontecimentos basicamente se repetiriam, podendo-se assim, prever o futuro e exercer poder sobre ele. Por esta razão, a adivinhação era a mais importante função da religião dos Maias. Tanto é, que a palavra maia usada para designar seus sacerdotes, tem origem na expressão guardião dos dias.

O calendário maia é um sistema de calendários e almanaques distintos, usados pela civilização Maia e por algumas comunidades maias modernas dos planaltos da Guatemala. Estes calendários podem ser sincronizados e interligados e suas combinações darão origem a ciclos adicionais mais extensos. Eram dois os calendários primordiais usados pelos Maias: O Haab, o calendário das coisas e das plantas; e o Tzolk’in, o calendário das pessoas e cerimônias.

calendario-maia-01Haab: Era o que possuía o ciclo equivalente a um ano solar e tinha ordinariamente 18 meses de 20 dias (mais cinco dias sem nome), seu uso era mais ligado às atividades agrícolas, como na prescrição das datas de plantio, colheita, tratos culturais e previsão dos fenômenos meteorológicos.
Tzolk’in: Possuía treze meses de vinte dias, com ciclo completo de 260 dias, era usado para as funções religiosas. Através dele se marcavam as cerimônias religiosas, se fazia a adivinhação das pessoas e se encontravam as datas propícias para seus atos civis. Assim que nascia uma criança, os maias as apresentavam aos sacerdotes que, em função do dia do nascimento, adivinhavam a futura personalidade da criança, seus traços marcantes, suas propensões, habilidades e dificuldades, analogamente ao horóscopo mesopotâmico.

Os mais também utilizavam a combinação deste dois calendários, chamado de Calendário Redondo. Isto porque nem o Tzolk'in, nem o Haab mediam os anos. O ciclo inteiro do calendário redondo (quando os dois calendários se completavam) era fechado a cada 18.980 dias ou 52 anos aproximadamente, acima da esperança de vida média da época. Quando ocorriam estas datas formavam-se grandes agitações entre os habitantes. Como o Calendário Redondo media apenas 52 anos foi necessário criar um outro calendário de maior duração, foi criado então o Calendário de Longa Contagem. Os dias maias se chamam k'in e o agrupamento destes levam outra nomenclatura como descrito na tabela abaixo.
Calendario - Maia - LC


O Calendário de Longa Contagem identifica uma data contando o número de dias da data de criação maia (4 Ahaw, 8 Kumk'u ou 11 de agosto de 3.114 a.C. do calendário gregoriano). O calendário maia não utiliza o sistema decimal, mas basea-se na contagem vigesimal  (de 20 em 20), exceto para os winals que são 18. Estudiosos defendem que a observação da repetição cíclica das estações do ano e seus eventos climáticos; dos ciclos vegetativos e reprodutivos das plantas e dos animais; e da repetição do curso dos astros na abóbada celeste, é que acabou inspirando os Maias à criação não linear de seus calendários.
Tabela CL 
A partir dessa contagem, pode-se perceber que o Calendário de Contagem Longa é um grande ciclo de 13 baktuns (aproximadamente 5.126 anos), que segundo alguns estudiosos termina em 21 de dezembro de 2012. Eis a polêmica. Isto porque o Popol Vuh, um dos poucos livros que restaram da civilização maia, afirma que estamos vivendo atualmente no quarto estágio da criação. Ainda segundo este livro, nas primeiras três criações os deuses falharam, mas a quarta tentativa foi bem sucedida, mas esta fase terminará no começo do 13º b'ak'tun. A criação anterior (a terceira) terminou em uma contagem longa de 12.19.19.17.19. Com a premissa cíclica maia, um outro 12.19.19.17.19 ocorrerá em 20 de dezembro de 2012, seguido pelo começo do décimo quarto b'ak'tun, 13.0.0.0 .0, que será em 21 de dezembro de 2012.

Maias - HISTORIA DO MUNDO Entretanto muita gente acha que essa interpretação apocalíptica do Calendário Maia é errônea e este evento trata-se apenas do complemento de um ciclo e início de mais um. Dessa forma, o dia 21 de dezembro de 2012 é apenas o último dia do 13º b'a'ktun, não é o final da contagem longa, pois ainda se seguirão os b'a'ktuns 14º a 20º. Independentemente da polêmica entre o fim de um ciclo e o fim da quarta criação (nós), o que é certo é que não se pode duvidar da capacidade astronômica deste povo que sem os instrumentos do século XVI da Europa conseguiram calcular um ano solar de 365,2420 dias (mais exatos e pioneiros que os europeus).

Analisando por uma outra ótica, as profecias dos maias podem ser interpretadas como uma nova era para a humanidade e não o seu extermínio, já que existem inscrições de previsões até para o ano de 4.772, por exemplo. Dessa forma, estariam os maias na verdade prevendo um alinhamento galáctico que se ocorre a cada 26 mil anos no qual o sol se alinha com o centro da via láctea? Ou estariam prevendo a mudança do eixo da terra em relação à esfera celeste em 21 de dezembro de 2012? Fica a dúvida.

Aldrêycka Albuquerque

Quer se aprofundar no assunto? Visite os links abaixo que foram as fontes de pesquisa para este texto e não deixem de visitar o Escriba Cafe para escutar um excelente PodCast sobre o assunto. AQUI você escuta o PodCast em questão, mas AQUI você visita a página para procurar Podcasts sobre outros assuntos do seu interesse.
   

FONTES:
http://www.doismiledoze.com/maias-o-calendario/
http://www.fimdomundo2012.com/profecias-2012/calendario-maia-2012.htm/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_maia/





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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os Maias

AINDA SOBRE OS MAIAS NESTE BLOG: O Estranho e Curioso Calendário Maia; O Astronauta de Palenque, um legado Maia.


Após uma série de matérias sobre os curiosos Sumérios, vi a necessidade de falarmos sobre a civilização Maia, tão interessante, dona de um calendário apocalíptico tão polêmico nos dias atuais.
  maias
Os indícios da origem da civilização Maia remontam de 700 a 500 anos antes de Cristo, contudo pesquisas recentes já acreditam que ela seja ainda mais antiga, estabelecida há cerca de 1500 a.C. onde hoje fica a região entre a Guatemala, o ocidente de Honduras, Belice, e os atuais estados de Yucatán, Quintana Roo, Campeche, parte de Chiapas e Tabasco, no México. Estipula-se que no auge dessa civilização, no século VIII, sua população pode ter chegado a marca de 13 milhões de habitantes. Um povo extremamente espiritualista, filosófico, que comumente praticava sacrifício humano como forma de abastecer a energia dos deuses, donos de uma escrita extremamente complicada e de um calendário cíclico deveras interessante.

Sociedade e Cultura
maias2A sociedade Maia era organizada em clãs familiares fechados. Cada clã era integrado por linhagens de hierarquia distinta, de acordo com a distância que os separava de seu antecessor fundador, muitas vezes imposto através da violência de certos grupos sobre outros. O sistema hierárquico Maia era rigidamente estabelecido, e se orientava pela presença de três classes sociais: no topo ficavam os governantes, os funcionários de alto escalão e os comerciantes; no meio os funcionários públicos e os trabalhadores especializados; e na base da pirâmide ficavam os camponeses e trabalhadores braçais. Apesar de não serem escravos, os camponeses eram considerados “gente inferior” e se rendiam aos senhores da nobreza. Assim como toda casta, eles contavam com suas próprias entidades familiares, relacionadas com a atividade que desenvolviam.
A vida dos Maias foi de base urbana, mas com um meio campestre e agrícola. Entre os edifícios políticos monumentais e cerimoniais os palácios e templos, localizavam-se os bairros dos artesãos, os comerciantes, os agricultores e as terras lavradas. Na verdade, o esplendor da sociedade maia é fundamentalmente explicado pelo controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Entre os vários alimentos que integravam a dieta alimentar dos maias, podemos destacar o milho (de grande consumo), o cacau, o algodão e o agave. Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas – bastante inteligentes, não? Obrigados a enfrentar um meio hostil, e a grande variação climática da região, que causava as secas freqüentes, os Maias desenvolveram outras estratégias bastante sofisticadas e grandes obras de engenharia para acumular água.
 
Espiritualidade
maiareligiaoOs maias acreditavam que uma energia biocósmica atravessava as pessoas, os animais, as plantas e os seres inanimados, imprimindo neles a sua razão de ser. Quanto maior fosse a carga de energia, maior era a categoria e a importância de cada ser vivo, coisa, ou entidade. Eles acreditavam que o desgaste descomunal dos deuses era compensado com o sangue humano dos sacrifícios, esta crença no poder “de combustível” do sangue humano mostra deuses vulneráveis. E o interessante é que o papel do homem se destacava como primordial para manter o Universo – os sacrifícios humanos eram necessários para assegurar a existência dos deuses, repondo seu consumo periódico de bioenergia. Já a noção Maia do “Outro Mundo” era centralizada no subsolo, e abraçava uma dimensão mais complexa, um universo paralelo ao dos seres vivos, que incluía o céu, a superfície terrestre, a profundidade do oceano e a espessura da floresta. O Outro Mundo, segundo acreditavam, resguardava os segredos do cosmos e do transcurso do tempo, os mistérios da vida e o destino dos seres humanos. Definitivamente era um povo extremamente filosófico e espiritualista.
 
Jogo de Bola
MaiasbolaOs primeiros craques da bola possivelmente foram os Maias. Eles se dispunham em um campo em formato de H, cujas dimensões não eram as mesmas em todas as cidades (a maior era de Chichén Itzá, que media 140x35 metros), os times costumavam integrar sete jogadores cada um e os jogadores podiam desafiar os deuses das trevas, enfrentá-los e vencer a morte. Dois muros inclinados de cada lado do campo fazem o limite. Os jogadores deviam acertar a bola em algum dos três discos de pedra distribuídos no campo, ou nos aros do mesmo material suspensos nas paredes, em forma perpendicular a um aro atual de basquete. Curiosamente, a bola era de borracha, extremamente pesada e dura. Media aproximadamente 20 cm de diâmetro. A análise da múmia de um príncipe Maia permitiu saber que ele havia morrido por causa de uma ruptura do esterno, fruto de um golpe brutal com a bola. Esta podia ser golpeada com os cotovelos, a cadeira e os joelhos. Geralmente, a partida terminava quando alguma das equipes marcava o primeiro gol. O capitão do time vitorioso alcançava a honra e a glória, e podia ser oferecido aos deuses (em sacrifício!).
 
Escrita
maiasescritaDas três grandes civilizações ameríndias, os Maias foram os que desenvolveram o sistema de comunicação por sinais mais sofisticado. Os Incas não tinham a escrita, praticando um sistema contável e de memorização denominados por nós de quipo. Os astecas desenhavam pictogramas menos abstratos. Por outro lado, os Maias aplicavam o princípio de uma escrita fonética, o que se tornou um dos grandes desafios para os pesquisadores desta civilização. A decifração do seu complexo sistema de escrita é um dos maiores empecilhos, uma vez que os signos empregados podem representar sons, idéias ou as duas coisas ao mesmo tempo. Além disso, indícios atestam que eles utilizavam diferentes formas de escrita para um único conceito. Os hieróglifos formavam um sistema complexo de escrita e linguagem gráfica integrado por mais de setecentos signos, especiais para representar qualquer classe de pensamento. Eles seguiam um desenho altamente elaborado, e deviam ser feitos com exatidão, a partir do desenho de um quadrado com as bordas arredondadas, com elementos cravados no interior, acompanhados por uma série de signos localizados no exterior. Eles atribuíam poderes mágicos aos seus desenhos e pictografias. A sua execução era um modo de compreender o cosmos e a essência dos seres vivos, inanimados e imaginários. Eles escreviam em diferentes materiais: em pedra para os relatos dinásticos; em papel para as profecias, astronomia e calendário; além de materiais como conchas marinhas, cerâmica, jade, madeira, metal e osso. Ao contrário de outras civilizações, não foram encontradas entre os maias escritas estritamente administrativas, nem registros contáveis. Os escrivãos tampouco se dedicaram a questões materiais, todas as frases que foram traduzidas se referem a assuntos dinásticos e sagrados.
 
O Calendário
maiascalendarioOs Maias tiveram uma ampla gama de conhecimentos desenvolvidos no interior de sua cultura. De acordo com algumas pesquisas, eles utilizavam um sistema de contagem numérica baseada em unidades vigesimais (de 20 em 20), e assim como os olmecas, utilizavam o número “zero” na execução de operações matemáticas. O calendário Maia é bastante próximo ao sistema anual empregado pelos calendários modernos, eles tinham tamanha exatidão (o mais perfeito entre os povos mesoamericanos) que eles eram capazes de organizar suas atividades cotidianas e registrar simultaneamente a passagem do tempo, historiando os acontecimentos políticos e religiosos que consideravam cruciais. Para eles, um dia qualquer pertence a uma quantidade maior de ciclos do que no calendário ocidental.

O ano astronômico de 365 dias, denominado Haab, era acrescentado ao ano sagrado de 260 dias chamado Tzolkin. Este último regia a vida da “gente inferior”, as cerimônias religiosas e a organização das tarefas agrícolas. O ano Haab, e o ano Tzolkin formavam ciclos, ao estilo de nossas décadas ou séculos, mas contados de vinte em vinte, ou integrados por cinqüenta e dois anos. Eles estabeleceram um “dia zero”, que segundo os cientistas corresponde a 12 de agosto de 3113 a.C. Não se sabe o que aconteceu, mas provavelmente esta se trata de uma data mítica. A partir deste dia os ciclos se repetiam. Entretanto, a repetição dominava a linearidade. Podiam acontecer coisas diferentes nas datas anteriores de cada período de vinte ou cinqüenta e dois anos, mas cada seqüência era exatamente igual à outra, passada ou futura. Assim diz o Livro de Chilam Balam: “Treze vezes vinte anos, e depois sempre voltará a começar”.  A repetição cria problemas para traduzir as datas maias ao nosso calendário, já que fica muito difícil identificar fatos parecidos de seqüências diferentes. A invasão tolteca do século X se confunde nas crônicas maias com a invasão espanhola que ocorreu 500 anos depois. Por isso, os livros sagrados dos maias eram simultaneamente textos de história e de predição do futuro. Na perspectiva maia, passado, presente e futuro estão em uma mesma dimensão. Por outro lado, os historiadores contemporâneos recorrem às profecias maias para conhecer episódios do passado desta sociedade, com a profecia se expressando como uma forma de memória.
Porém nos dias atuais uma atmosfera apocalíptica envolve o calendário maia e suas profecias. No próximo post você saberá mais sobre este calendário, as teorias conspiratórias de 2012 e até um ótimo podcast didático sobre o assunto. Fique esperto.

Aldrêycka Albuquerque


FONTE:
http://www.historiadomundo.com.br/maia/
http://www.discoverybrasil.com/guia_maia/omaiab/index.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_maia






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domingo, 9 de maio de 2010

Web Bot Project - O CYBER-NOSTRADAMUS

E se... Sem querer, tivermos inventado um cyber-nostradamus? E se uma ferramenta ligada a internet que foi feita para prever oscilações da bolsa de valores, hoje faz previsões aterradoras: a queda das torres gêmeas, o furacão Katrina, a crise econômica mundial, a atividade vulcânica na Islândia... Tudo previsto por uma máquina. Você acredita nisso?

No post anterior, citamos uma passagem do livro O Símbolo Perdido de Dan Brown que falava de um super sistema que “varria” palavras, citações e e-mails que circulam na internet, e assim conseguia “medir o humor da nação”. Intrigada com isto fui eu pesquisar a respeito, e descobri o Web Bot Project. Uma ferramenta nada fictícia, mas extremamente futurista e estranha. Sem querer, um ferramenta até então inocente, se tornou o novo Nostradamus cibernético. Vamos aos fatos.

Redes bots são redes de computadores sob o controle de hackers. Do mesmo jeito funciona o Web Bot Project, inicialmente a idéia era criar uma ferramenta de pesquisa “web spidering” que navegasse na rede a procura de números e palavras que pudessem prever altas ou baixas do mercado de ações. Porém não foi apenas isso que este projeto conseguiu. Em Julho de 2001 o Web Bot preveu que “um fato ocorreria nos Estados Unidos, modificando os rumos da política mundial”, então no dia 11 de Setembro do mesmo ano, ocorreu o atentado terrorista às Torres Gêmeas e ao Pentágono. Posteriormente muitas outras catástrofes foram previstas por este cyber-nostradamus, foram algumas delas:

• A tragédia do ônibus espacial Columbia.
• Ataque de antraz em 2001.
• O blecaute de Nova York em 2003.
• Tsunami de 2004.
• Furacão Katrina em 2005.
• Crise financeira em 2007.
• Colapso econômico em 2008.
• Atividade vulcânica na Islândia.

Neste site você pode conferir a previsão feita pelo Web Bot na íntegra e com legenda a respeito da recente erupção do vulcão na Islândia.

O programa vasculha a internet em busca de palavras em sites com muitos textos, grupos de discussão e sites de tradução, principalmente. O programa coleta os dados de palavras-chave e similares, filtra esses dados e faz as previsões. (FIM DO MUNDO 2012)

Vale salientar que algumas previsões feitas não se realizaram, como um possível atentado ao então vice-presidente Dick Cheney, eleições antecipadas em 2008 e um grande terremoto em 2004. Será que o Web Bot, assim como o Nostradamus, também se engana? Bem, isso eu não sei, mas para completar os mistérios ligados a essa ferramenta, ela prevê algo catastrófico para a humanidade em 2012 (clichê?), mas não revela “o que” nem “como” (anham...).

Querem saber minha opinião a respeito? Pois bem. Analisando friamente os fatos, eu acredito sim, em uma ferramenta de web spidering que consegue prever o rumo de um mercado de ações, o resultado de eleições, um atentado terrorista e até de uma rebelião ou algo do tipo. Isso é aceitável pois esta ferramenta vasculha a internet a procura de palavras, intenções e conversas que poderiam sim, serem filtradas e então prever o futuro (neste sentido). Vou exemplificar.

Digamos que estamos em época de eleição. Com certeza eu e você iremos trocar e-mails, participar de chats e expor em blogs pessoais nossos candidatos preferidos e nossas intenções de votos. Agora imaginem uma ferramenta que, através da internet, consegue filtrar essas nossas conversas, nossas pesquisas sobre o assunto, nossos fóruns e etc. A minha, a sua, a vida cibernética de todo mundo que está ligado pela rede mundial de computadores seria cascavilhada de forma anônima. É bem provável que eles consigam acertar o resultado desta eleição. E com mais precisão do que essas empresas de pesquisa (Ibope, EasyMedia, etc), pois esta ferramenta vai buscar a informação direto na fonte, sem a intervenção de pesquisadores tendenciosos ou até do próprio desconforto de uma pesquisa.

Pensando dessa forma, aceito a idéia do Web Bot prever certas coisas. Mas um desastre natural?! Falando assim, só consigo imaginar um chat entre vulcões do mundo inteiro, conspiração pela internet, onde o tema do chat é “quem vai erupcionar esse ano?”. Faça-me o favor. E o Katrina? Fórum de furações? Acho difícil de acreditar nessas previsões. Mas cada um tem sua criatividade e suas próprias teorias de conspiração. Mas eu não compro essa idéia de cyber-nostradamus. Desculpem-me.


Aldrêycka Albuquerque



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